Polícia detalhou dinâmica de morte de idosa dentro de apartamento na capital paraibana; filha é apontada como autora do crime e alegou legítima defesa após discussão.
Camila Silva, de 32 anos, suspeita de matar a própria mãe, Terezinha Silva, de 77 anos, teria desferido um golpe de faca no pescoço da vítima e, em seguida, a asfixiado com um cano de PVC dentro do apartamento da família, localizado no bairro Jardim Veneza, em João Pessoa, nessa quinta-feira (29). As informações foram confirmadas pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB) à TV Cabo Branco.
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| Camila Silva e Terezinha Silva — Fotos: TV Cabo Branco/Reprodução | Montagem: Portal Picuí Hoje |
Segundo a delegada Josenise Andrade, o corpo da idosa apresentava marcas no rosto, o que pode indicar luta corporal antes da morte. Em depoimento prestado à PCPB, após se apresentar voluntariamente na cidade de Lagoa de Dentro, localizada na região do Agreste paraibano, Camila alegou legítima defesa depois de uma discussão. A delegada, entretanto, afirmou que as evidências encontradas no local não sustentam essa versão.
À TV Cabo Branco, uma irmã da suspeita e uma sobrinha da vítima relataram que mãe e filha mantinham conflitos frequentes motivados por questões financeiras, envolvendo gastos com drogas e dívidas. Ainda conforme os familiares, por esse motivo, Camila teria sido expulsa de um condomínio no bairro Mangabeira.
Cerca de 15 dias após deixar o condomínio, a mulher passou a morar com a mãe, que a acolheu com a intenção de ajudá-la. O corpo da vítima foi encontrado envolvido em panos e almofadas. Dentro do apartamento, a Polícia Militar constatou que móveis e outros objetos estavam fora do lugar.
Após o crime, a suspeita seguiu para a casa de parentes em Lagoa de Dentro, deixando o imóvel trancado. Ela levou um cachorro, que ficou na residência dos familiares na região do Brejo paraibano, antes de se entregar à polícia. Para acessar o apartamento, o Corpo de Bombeiros Militar paraibano (CBMPB) precisou auxiliar a PCPB.
Camila se apresentou em Lagoa de Dentro e foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Mamanguape, na região do Litoral Norte do estado, que está sob responsabilidade do delegado Sylvio Rabelo. Ela deve passar por audiência de custódia na sexta-feira (29), quando a Justiça decidirá se haverá ou não transferência para João Pessoa.
Portal Picuí Hoje com informações do g1 Paraíba.
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