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terça-feira 15 2023

Prefeito paraibano é preso pela PF em operação contra esquema de direcionamento de licitações

Prefeito Umberto Jefferson — 
Foto: Reprodução/Redes sociais.

O prefeito de São Mamede, município localizado na região do no Sertão da Paraíba, Umberto Jefferson (DEM), foi preso na manhã desta terça-feira (15) em uma operação da Polícia Federal (PF) que visa combater um esquema de direcionamento de licitações, desvios de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro no município. Segundo a PF, além do gestor, também foram presas outras três pessoas, e uma está foragida.

Além das prisões preventivas, também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sendo cinco na cidade de Patos e uma em São Mamede. Dois servidores públicos foram afastados do cargo e tiveram sequestrados seus bens, no valor equivalente a R$ 5.187.359,94.

Operação Festa no Terreiro 2 apura suspeita de fraudes em licitação pelo prefeito de São Mamede, na PB — Foto: Divulgação/Polícia Federal.

Veja quem são os alvos da operação e acusasões:

  • Umberto Jefferson, prefeito de São Mamede: cumprido mandado de prisão
  • Maxwell Brian, dono de empresa do consórcio, operador e beneficiário do desvio de recursos: cumprido mandado de prisão
  • Josivan Marques, articulador do esquema e responsável pela obra: cumprido mandado de prisão
  • Joao Lopes Neto, presidente da Comissão de Licitação: mandado de prisão não cumprido (foragido)
  • Eumar Carvalho Maia, dono da empresa que venceu a licitação: cumprido mandado de busca e apreensão em endereço ligado a ele.

O prefeito Umberto Jefferson e os outros investigados devem responder por frustração do caráter competitivo de licitação; violação de sigilo em licitação; afastamento de licitante; fraude em licitação ou contrato; peculato; corrupção passiva; corrupção ativa; e lavagem de dinheiro.

A operação, batizada de "Festa no Terreiro 2", é a continuação da investigação que culminou com a primeira fase da operação, em 2 de março deste ano, e que apura prejuízos de cerca de R$ 8 milhões aos cofres públicos. Por sua vez, a própria operação já é um desdobramento da "Operação Bleeder", cuja primeira fase aconteceu em 2021, e a fase mais recente foi no dia 9 de março. O nome da operação é uma referência ao termo usado pelos investigados ao combinar o resultado de licitações.

Portal Picuí Hoje com g1 PB.

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