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| Fabio Ravasio e Adilma Pereira — Foto: Reprodução/Redes Sociais |
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Inicialmente, o episódio foi tratado como um atropelamento seguido de fuga. No entanto, durante as investigações, a Justiça concluiu que a ocorrência teria sido planejada e que o atropelamento foi utilizado para provocar a morte de Fabio.
Segundo a decisão judicial, Adilma teria articulado o crime com outros cinco envolvidos. O objetivo seria obter a herança deixada pela vítima, estimada em 3 milhões de euros.
A sentença foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Busto Arsizio em 15 de julho, mas só foi divulgada pela imprensa italiana nessa sexta-feira (4). A decisão é de primeira instância e ainda pode ser contestada por meio de recurso.
De acordo com os juízes, cada integrante do grupo teria desempenhado uma função específica na execução do crime. A brasileira foi apontada como a responsável por coordenar o plano. Conforme a decisão, os envolvidos teriam realizado reuniões para organizar a ação e distribuir as tarefas.
Durante os depoimentos, alguns dos corréus também apontaram Adilma como mentora do crime.
Condenações
Os envolvidos receberam penas diferentes de acordo com a participação atribuída a cada um no assassinato:
- Marcello Trifone, passageiro do veículo utilizado no atropelamento, e Fabio Lavezzo, responsável por avisar ao motorista o momento em que a vítima passaria pela ciclovia, foram condenados à prisão perpétua;
- Massimo Ferretti, ex-companheiro de Adilma e apontado como participante do planejamento da emboscada, recebeu pena de 24 anos de prisão;
- Igor Benedito, filho de Adilma e motorista do veículo que atingiu Fabio, foi condenado a 23 anos de prisão;
- Mohammed Dhaibi, responsável por bloquear o trânsito para facilitar a execução do crime, recebeu pena de 22 anos de prisão;
- Mirko Piazza, que fazia a comunicação entre os integrantes do grupo, foi condenado a 14 anos e quatro meses de prisão;
- Fabio Oliva, mecânico que fez a manutenção do veículo depois do assassinato, recebeu pena de 14 anos de prisão.
As informações sobre a participação dos réus no crime foram divulgadas pelo jornal italiano Il Giorno, de Milão.
Depoimentos
Massimo Ferreti, ex-companheiro de Adilma, confessou ter participado do crime durante depoimento. Segundo ele, os encontros utilizados para organizar a ação aconteciam no bar onde trabalhava, o Maison Café.
Igor Benedito, filho da brasileira, também reconheceu participação no assassinato. Em depoimento à Justiça, afirmou que a mãe teria sido responsável por organizar o plano.
O advogado de Adilma, Mattia Fontanesi, informou à imprensa italiana que pretende recorrer da sentença.
“Conversei com minha cliente. Ela está surpresa com a sentença de prisão perpétua, pois sempre manteve sua inocência, e nós também acreditamos nisso. Já recebemos uma autorização para recorrer da sentença na audiência de segunda instância; estamos apenas aguardando os motivos”, informou Fontanesi ao TiciNotizie.
Portal Picuí Hoje com informações do Metrópoles.
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