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sábado, setembro 05, 2026

Brasileira é condenada à prisão perpétua na Itália por mandar matar marido para ficar com herança de 3 milhões de euros

Justiça italiana concluiu que o atropelamento do marido, em 2024, foi premeditado para garantir acesso a uma herança estimada em 3 milhões de euros; decisão ainda cabe recurso.

Fabio Ravasio e Adilma Pereira — Foto: Reprodução/Redes Sociais
A brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 51 anos, foi condenada à prisão perpétua pela Justiça italiana pela morte do então marido, Fabio Ravasio. Ele morreu após ser atropelado enquanto estava em uma ciclovia, em agosto de 2024, na cidade de Parabiago, no norte da Itália, nas proximidades de Milão.

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Inicialmente, o episódio foi tratado como um atropelamento seguido de fuga. No entanto, durante as investigações, a Justiça concluiu que a ocorrência teria sido planejada e que o atropelamento foi utilizado para provocar a morte de Fabio.

Segundo a decisão judicial, Adilma teria articulado o crime com outros cinco envolvidos. O objetivo seria obter a herança deixada pela vítima, estimada em 3 milhões de euros.

A sentença foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Busto Arsizio em 15 de julho, mas só foi divulgada pela imprensa italiana nessa sexta-feira (4). A decisão é de primeira instância e ainda pode ser contestada por meio de recurso.

De acordo com os juízes, cada integrante do grupo teria desempenhado uma função específica na execução do crime. A brasileira foi apontada como a responsável por coordenar o plano. Conforme a decisão, os envolvidos teriam realizado reuniões para organizar a ação e distribuir as tarefas.

Durante os depoimentos, alguns dos corréus também apontaram Adilma como mentora do crime.

Condenações

Os envolvidos receberam penas diferentes de acordo com a participação atribuída a cada um no assassinato:

  • Marcello Trifone, passageiro do veículo utilizado no atropelamento, e Fabio Lavezzo, responsável por avisar ao motorista o momento em que a vítima passaria pela ciclovia, foram condenados à prisão perpétua;
  • Massimo Ferretti, ex-companheiro de Adilma e apontado como participante do planejamento da emboscada, recebeu pena de 24 anos de prisão;
  • Igor Benedito, filho de Adilma e motorista do veículo que atingiu Fabio, foi condenado a 23 anos de prisão;
  • Mohammed Dhaibi, responsável por bloquear o trânsito para facilitar a execução do crime, recebeu pena de 22 anos de prisão;
  • Mirko Piazza, que fazia a comunicação entre os integrantes do grupo, foi condenado a 14 anos e quatro meses de prisão;
  • Fabio Oliva, mecânico que fez a manutenção do veículo depois do assassinato, recebeu pena de 14 anos de prisão.

As informações sobre a participação dos réus no crime foram divulgadas pelo jornal italiano Il Giorno, de Milão.

Depoimentos

Massimo Ferreti, ex-companheiro de Adilma, confessou ter participado do crime durante depoimento. Segundo ele, os encontros utilizados para organizar a ação aconteciam no bar onde trabalhava, o Maison Café.

Igor Benedito, filho da brasileira, também reconheceu participação no assassinato. Em depoimento à Justiça, afirmou que a mãe teria sido responsável por organizar o plano.

O advogado de Adilma, Mattia Fontanesi, informou à imprensa italiana que pretende recorrer da sentença.

“Conversei com minha cliente. Ela está surpresa com a sentença de prisão perpétua, pois sempre manteve sua inocência, e nós também acreditamos nisso. Já recebemos uma autorização para recorrer da sentença na audiência de segunda instância; estamos apenas aguardando os motivos”, informou Fontanesi ao TiciNotizie.

Portal Picuí Hoje com informações do Metrópoles.

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