Candidato do Avante diz estar otimista com crescimento nas pesquisas e apresenta propostas para economia, educação, saúde e empreendedorismo
O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou, durante passagem por São José do Rio Preto, município situado na região Noroeste do estado de São Paulo, nessa sexta-feira (4), que acredita ter espaço para avançar nas pesquisas eleitorais e alcançar o segundo turno das eleições de 2026. Atualmente na terceira posição nos levantamentos, Cury declarou que já considera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende disputar a reeleição, como seu adversário em uma eventual segunda etapa da eleição.
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| Augusto Cury, candidato a presidente do Brasil, durante compromissos de campanha em São José do Rio Preto (SP), nessa sexta-feira (4) — Foto: João Selare/TV TEM |
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"Há margem para subir mais nas pesquisas nessa eleição. Eu já elegi meu adversário no segundo turno: Lula da Silva", afirmou Cury aos jornalistas. Na ocasião, o candidato também defendeu investigações envolvendo o Banco Master.
A agenda em Rio Preto incluiu participação em um evento do LIDE, grupo que reúne líderes empresariais, além de uma visita à Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). Durante a entrevista, Cury falou sobre temas como economia, educação, saúde e empreendedorismo.
Críticas à reeleição
Ao comentar a possibilidade de enfrentar Lula em um eventual segundo turno, Cury criticou o sistema de reeleição no Brasil. Ele afirmou ser contrário à permanência de um presidente no cargo por mais de um mandato e avaliou que Lula deveria deixar a vida pública depois do atual período.
"O Lula quer o quarto mandato para resolver o problema da Educação. Mas o ideal é que o Lula pudesse descansar. E deixa outras pessoas continuarem essa jornada", disse.
Cury afirmou que, caso seja eleito, pretende extinguir a possibilidade de reeleição para cargos do Executivo. Para ele, funções públicas não devem ser consideradas patrimônio de pessoas ou famílias.
"Um cargo não pertence a um homem, a um ser humano, nem a uma família. Nem à família Bolsonaro, nem à família Lula da Silva. Todo cargo público pertence a quem? Ao contribuinte, ele é o patrão", declarou.
O candidato também defendeu que o presidente seja tratado como um funcionário da sociedade, escolhido pelo voto e com período determinado para exercer o cargo. "É contratado pelo voto e com prazo determinado para ser despedido", afirmou.
Polarização política
Cury apresentou sua candidatura como uma alternativa à divisão política entre direita e esquerda. Segundo ele, o cenário atual é marcado por uma forte polarização.
"O país está dividido, polarizado, insano. Eu nunca vi um ambiente tão tóxico como a política", afirmou.
O candidato também ressaltou que a divergência faz parte do processo democrático e criticou a busca por unanimidade de pensamento.
"As pessoas têm de entender que a beleza da democracia está na divergência. Nunca esteve na unanimidade. A unanimidade de ideia só existe nas ditaduras", afirmou
Entre as prioridades de um eventual governo, Cury também citou a proteção das mulheres.
Proposta para o BNDES
Durante a visita a São José do Rio Preto, Cury apresentou uma proposta de mudança na estrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia, segundo ele, seria dividir a instituição em duas áreas, sendo uma direcionada a grandes empresas e outra destinada a pequenas e microempresas.
A proposta também prevê estruturas de apoio para empreendedores em comunidades, favelas e escolas públicas.
Cury afirmou que pretende financiar mais de 10 milhões de microempresas ao longo de um período de oito a dez anos.
"Nós temos que preparar a nação brasileira para ser a nação mais empreendedora do planeta. Nós precisamos financiar mais de 10 milhões de microempresas", afirmou.
Dívida pública e juros
O candidato também fez críticas ao volume da dívida pública brasileira e defendeu medidas de responsabilidade fiscal como forma de reduzir os juros.
"A dívida pública do Brasil está em números estratosféricos. Pagamos mais de um trilhão de reais por ano só para rolar a dívida federal. Isso é insano", afirmou.
Cury defendeu a redução da taxa básica de juros e disse que o país deveria buscar uma taxa entre 6% e 7% ao ano.
"Nós precisamos rapidamente ter responsabilidade fiscal, de fato economia, para que essa taxa Selic caia o mais rápido possível", disse.
Segundo o candidato, uma alta de um ponto percentual na taxa Selic representaria um aumento superior a R$ 100 bilhões nas despesas do governo federal com a rolagem da dívida.
Relação com São José do Rio Preto
A passagem de Augusto Cury por São José do Rio Preto também teve um significado pessoal. Ele contou que conheceu a mulher, com quem é casado há 43 anos, durante o período em que estudava medicina na cidade.
"Ela me conquistou (na faculdade) e, a partir daí, construímos essa jornada de 43 anos", afirmou.
Portal Picuí Hoje com informações do g1 Rio Preto e Araçatuba.
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