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26.1.26

Sanfoneiro mirim paraibano vive emoção ao conhecer Flávio José, uma de suas maiores inspirações

Menino de 7 anos descobriu o amor pelo forró ainda pequeno, superou desafios para conseguir instrumento maior e realizou sonho ao encontrar ídolo nos bastidores de show.
Flávio José e Gabriel, sanfoneiro mirim do Cariri da Paraíba — Foto: Arquivo Pessoal/Marília Jéssica
A música tem o poder de transformar histórias, e Alyf Gabriel, de apenas 7 anos, é um exemplo disso. Natural de Sumé, município localizado na região do Cariri da Paraíba, o menino se apaixonou pelo forró, aprendeu a tocar sanfona e recentemente viveu um momento especial ao conhecer um dos maiores nomes da música nordestina, o paraibano Flávio José.

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O interesse de Gabriel pela música surgiu ainda nos primeiros anos de vida. Conforme relata a mãe, a técnica de enfermagem Marília Jéssica, quando tinha quatro anos o garoto se encantou ao ver um triângulo em uma festa realizada na casa de familiares, o que marcou o início dessa relação com os instrumentos.

"Gabriel se encantou, saiu de lá chorando porque queria um triângulo. Chegou em casa, pediu a meu pai, que é o avô dele. Aí o pai foi e mandou fazer um triângulo pra ele. E ele era com esse triângulo na mão direto, direto (...) Em 2024 eu levei Gabriel pela primeira vez pra o São João aqui de Sumé, e ele subiu no palco e ficou encantado olhando os outros instrumentos. E daí ele começou a pedir uma sanfona", explicou a mãe de Gabriel, Marília.
Alyf Gabriel, de 7 anos, sanfoneiro mirim de Sumé, Paraíba — Foto: Arquivo Pessoal/Marília Jéssica
Percebendo o interesse do neto, o avô materno presenteou o menino com uma sanfona de tamanho reduzido. A partir daí, Gabriel iniciou aulas para aprender a tocar e evoluiu rapidamente, passando a precisar de um instrumento maior.

Como o valor médio de uma sanfona de grande porte gira em torno de R$ 4 mil, a família precisou buscar alternativas para conseguir o dinheiro. A solução encontrada foi organizar uma rifa de uma ovelha, o que garantiu a arrecadação em pouco tempo.

"Coloquei 500 números para vender na rifa e em menos de 15 dias eu tinha vendido todos os números. Muita gente ajudou, se mobilizou, vendeu, comprou e compartilhou, e em 15 dias eu consegui vender a rifa e a gente conseguiu comprar essa sanfona maior", disse Marília.

Com o novo instrumento e bastante disposição para aprender, Gabriel passou a frequentar aulas semanais de sanfona desde agosto do ano passado, sempre às terças-feiras. Durante o processo, ele passou a buscar referências em artistas consagrados, como Flávio José e Waldonys.

"Resolvi colocar alguém para ensinar ele, aí ele vai todas as terças-feiras, uma hora de aula. E assim, ele coloca na internet os sanfoneiros que ele gosta e há tempos vem escutando Flávio José", explicou a mãe de Gabriel, Marília.

Em 2026, a família soube que Flávio José se apresentaria na cidade de Amparo, município próximo a Sumé. A notícia aumentou ainda mais a dedicação do menino aos estudos musicais.

"Quando saiu a programação da Festa de São Sebastião de Amparo, que vimos Flávio José e Luan Estilizado, que ele também gosta muito, eu falei: 'Olha, Gabriel, Flávio José e Luan Estilizado vão vir para o Amparo'. E ele disse: 'Você vai me levar para conhecer eles?' Eu disse que se tudo desse certo, sim. Então ele começou a treinar e a ensaiar as músicas de Flávio, músicas de Luan, na intenção de já conhecer eles", disse Marília.

A ansiedade tomou conta do garoto nos dias que antecederam o evento. O sonho era dividir o palco com algum dos sanfoneiros, o que não aconteceu, mas ele conseguiu encontrar Flávio José no camarim da festa.

"Desde então ele ficou muito ansioso, contando os dias. Todo dia ele dizia: 'Mãe, falta um tal dia! Faltam tantos dias' (...) Ele queria tocar no palco, o sonho dele era tocar no palco, só que não deu certo para tocar. Mas ele ficou muito feliz em ter conhecido eles no camarim. E... está muito realizado", falou a mãe.

No momento do encontro, Gabriel estava nervoso, acompanhado da sanfona que, segundo Marília, ele não solta por nada. Mesmo com medo de errar, ganhou coragem e recebeu incentivo do próprio Flávio José.

"Ele estava super ansioso, com a sanfona dele que ele não larga por nada. Disse que estava nervoso, que estava com medo de errar a música... Mas deu muito certo! Ele tocou lá no camarim com o Flávio".

Para a mãe, a importância desse encontro está ligada à admiração que o filho tem pelos grandes artistas do forró, especialmente por Flávio José.

"Ele gosta de música, não se identifica com outra coisa. O negócio dele é só música. E Flávio José, é uma referência para ele, né? Uma grande referência", disse a mãe.

A família vê a experiência como um estímulo para que Gabriel continue investindo no sonho. Marília afirma que seguirá apoiando o filho em tudo que estiver ao alcance para que ele possa evoluir na música.

"É uma forma que eu acho de incentivar ele, porque ele se sente motivado com a gente incentivando. E o que eu puder fazer por ele, quando eu puder levar ele, eu estarei levando para ele se sentir cada dia mais incentivado e motivado" finalizou a mãe.

Portal Picuí Hoje com informações do g1 Paraíba.

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