Proposta amplia punições e segue agora para análise do Senado
A Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei (PL) que classifica diversos crimes de natureza sexual como hediondos, além de proibir a concessão de fiança aos acusados. A proposta será encaminhada ao Senado para análise.
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| Bia Kicis, relatora do projeto — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados |
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Pela legislação, crimes hediondos não permitem anistia, graça, indulto ou fiança, além de exigirem maior tempo de cumprimento de pena em regime fechado antes da progressão.
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| Laura Carneiro, autora do projeto de lei — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados |
De autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), o PL nº 3158/25 foi aprovado com base no substitutivo apresentado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), elaborado pela deputada Bia Kicis (PL-DF).
Segundo Laura Carneiro, a proposta abrange crimes considerados "mais nefastos" do Código Penal. "Que a gente possa contribuir todos os dias com projetos que transformem para melhor a vida de crianças e adolescentes", disse.
O texto inclui como hediondos crimes previstos tanto no Código Penal quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entre eles estão corrupção de menores; satisfação de lascívia na presença de criança ou adolescente; e divulgação de cena de estupro ou de pornografia sem consentimento.
Também passam a integrar a lista crimes relacionados à exploração sexual e à pedofilia, como produção, divulgação, armazenamento e comercialização de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, além de práticas como aliciamento, assédio e exploração sexual.
No âmbito do ECA, o PL também considera hediondo o crime de promover ou facilitar o envio de criança ou adolescente sem as formalidades legais ou com finalidade de lucro.
A proposta ainda altera o Código de Processo Penal para proibir fiança a presos provisórios acusados desses crimes. Entre eles estão estupro de vulnerável, corrupção de menores, exploração sexual e divulgação de conteúdo sexual sem consentimento.
Em casos de menor pena, com reclusão de 1 a 4 anos, algumas exceções permanecem, permitindo a concessão de fiança, como em crimes de posse ou simulação de material pornográfico envolvendo menores.
Durante o debate em Plenário, o deputado Helder Salomão (PT-ES) afirmou que a proposta representa um avanço no enfrentamento desse tipo de crime. "Punir aqueles que praticam a pedofilia é fundamental", declarou.
O deputado Delegado da Cunha (PP-SP) também destacou a abrangência do projeto, ressaltando que a medida vai além do combate à pedofilia e inclui outras condutas que atingem crianças e adolescentes.
Portal Picuí Hoje com informações da Agência Câmara de Notícias.
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