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25.3.26

Jair Bolsonaro deve receber alta após quase 15 dias internado

Equipe médica prevê recuperação completa entre 90 dias e seis meses; ex-presidente seguirá em prisão domiciliar
Jair Bolsonaro — Foto: Richard Lourenço/Rede Câmara
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27), conforme informou a equipe médica do hospital DF Star, sediado em Brasília. Apesar da liberação, os médicos avaliam que a recuperação total pode levar entre 90 dias e seis meses, podendo ultrapassar o período inicial definido para a prisão domiciliar.

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"Ambiente domiciliar é humanamente mais saudável, mas não menos importante os nossos cuidados. Talvez, até mais intensos. Nós já estamos preparados, o ambiente domiciliar também está em preparação pela família, porque a decisão foi bastante recente para que nós tivéssemos a redução de riscos em um ambiente residencial", disse o médico cardiologista Brasil Caiado.

O político deve concluir o ciclo de antibióticos nesta quinta-feira (26) e realizou exames de raio-x nos pulmões, que apresentaram resultados positivos. Segundo o médico, os exames deixaram a equipe "tranquilos".

Ainda de acordo com o cardiologista, Bolsonaro relatou dores no ombro direito. Após avaliação, foi indicada a realização de uma cirurgia, possivelmente relacionada a uma das quedas sofridas pelo ex-presidente durante o período em que esteve preso.

Apesar da indicação, não há previsão para a realização do procedimento neste momento, e o ex-presidente segue sem intercorrências desde a segunda-feira (23).

Atualmente cumprindo pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, Bolsonaro foi levado ao DF Star na manhã da sexta-feira (13), após apresentar sintomas como vômitos e calafrios. No mesmo dia, ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com diagnóstico de infecção pulmonar e, ao longo do fim de semana, apresentou alterações na função renal.

Segundo o médico, o ex-presidente recebeu de forma positiva a decisão que autorizou a prisão domiciliar.

A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou a prisão domiciliar humanitária temporária pelo prazo inicial de 90 dias, em razão do estado de saúde do ex-presidente.

A decisão estabelece uma série de medidas cautelares, como o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e restrições rígidas de comunicação e visitas. Bolsonaro deverá permanecer integralmente em sua residência, com monitoramento eletrônico restrito ao endereço domiciliar e envio diário de relatórios ao Judiciário.

Também foi determinada a proibição total de comunicação externa. O ex-presidente não poderá utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de contato, nem diretamente nem por meio de terceiros. O uso de redes sociais, bem como a gravação de áudios ou vídeos, também está proibido.

Portal Picuí Hoje com informações do R7.

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