MED 2.0 permite bloqueio em contas intermediárias e devolução de valores em até 11 dias.
O novo mecanismo de proteção contra fraudes e golpes envolvendo o Pix passa a ser obrigatório para todas as instituições financeiras a partir desta segunda-feira (2). A ferramenta, chamada Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0, foi criada para ampliar o rastreamento dos recursos e facilitar a recuperação de valores desviados.
![]() |
| Foto: Bruno Peres/Agência Brasil |
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias do Portal Picuí Hoje no WhatsApp
De acordo com o Banco Central (BC), o MED 2.0 possibilita acompanhar o percurso do dinheiro e compartilhar essas informações entre os bancos participantes. Com isso, torna-se possível bloquear recursos em contas intermediárias e efetuar a devolução em até 11 dias após a contestação do cliente.
A Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN) informou que, por exigência regulatória, todos os participantes do Pix devem cumprir as diretrizes do novo mecanismo.
Como era antes
Anteriormente, quando o cliente registrava uma notificação de fraude pelo aplicativo do banco, o bloqueio ocorria apenas na primeira conta que recebeu o valor. Como os golpistas costumam transferir rapidamente os recursos para outras contas, muitas vezes não havia saldo disponível para restituição quando a reclamação era feita.
O que muda agora
Com a nova versão do sistema, o rastreamento passa a abranger múltiplas contas por onde o dinheiro transitar. Para aumentar as chances de bloqueio e recuperação dos valores, o cliente deve entrar em contato com o banco assim que perceber fraude, golpe ou duplicidade de transação.
A contestação é realizada diretamente no aplicativo da instituição financeira, por meio de um botão específico, sem necessidade de atendimento humano. Após a solicitação, os bancos envolvidos têm até sete dias para analisar o caso. Confirmada a fraude, a devolução pode ocorrer em até 11 dias.
O MED é um sistema de segurança voltado à restituição de recursos em situações de fraude, golpe ou coerção. Criado em 2021, foi aprimorado com a versão 2.0.
Funcionamento do MED
Quando o cliente identifica uma transação suspeita, pode utilizar o botão de contestação no aplicativo do banco para informar o problema. A comunicação é enviada ao banco do suposto golpista, que deve bloquear os recursos na conta de destino.
Após o bloqueio, as instituições financeiras têm até sete dias para avaliar a contestação. Caso seja reconhecida a ocorrência de golpe, o valor é devolvido diretamente à conta da vítima, dentro do prazo máximo de 11 dias.
O botão de contestação não se aplica a situações como desacordos comerciais, arrependimento ou erros no envio do Pix, como digitação incorreta de chave.
Segundo o BC, a apresentação de documentos só pode ser solicitada após a abertura do MED. O cliente poderá anexar boletim de ocorrência, capturas de tela e outros comprovantes para auxiliar na análise.
Devoluções já realizadas
Nos últimos quatro anos, o Pix acumulou mais de R$ 1,5 bilhão em valores devolvidos por fraudes, golpes, erros ou coerção. Em 2025, nos primeiros sete meses, foram restituídos R$ 377,4 milhões, sem considerar eventuais devoluções parciais. Em 2024, o total devolvido chegou a R$ 561,5 milhões.
Valores devolvidos por ano:
- 2021 (novembro e dezembro): R$ 3.898.646,65
- 2022: R$ 191.164.322,82
- 2023: R$ 389.139.322,39
- 2024: R$ 561.513.623,72
- 2025 (até julho): R$ 377.427.374,88
Abertura de MED
A contestação de transações fraudulentas ou de cobranças indevidas no Pix Automático pode ser feita de duas formas:
- Pela área Pix do aplicativo, em opção de autoatendimento clara e separada de outros tipos de reclamação;
- Pelo extrato da conta, selecionando diretamente a transação a ser contestada.
Se preferir, o cliente também pode entrar em contato com a instituição financeira por chat, telefone ou e-mail.
Portal Picuí Hoje com informações do R7.
_________________________________________________

Nenhum comentário:
Postar um comentário