Parlamentar é um dos investigados na Operação Zona de Influência, que apura uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa no estado
O deputado estadual Caio Roberto (MDB) está entre os alvos da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (29). A investigação apura uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa com atuação em comunidades da Paraíba.
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| Caio Roberto — Foto: Reprodução/Instagram |
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Quem é Caio Roberto
Caio Figueiredo Roberto tem 41 anos, nasceu em Campina Grande, município situado na região do Agreste da Paraíba, e é formado em Direito.
Sua trajetória política começou em 2010, quando foi eleito deputado estadual pela primeira vez. O parlamentar voltou a ser eleito nas eleições de 2014, 2018 e 2022.
Para as eleições de 2026, Caio Roberto concorre novamente ao cargo de deputado estadual pela Paraíba pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Segundo a declaração apresentada à Justiça Eleitoral, o deputado possui R$ 6,54 milhões em bens.
Entre os patrimônios de maior valor estão 675 cabeças de gado bovino, declaradas por R$ 795 mil; uma residência em Cabedelo, avaliada em R$ 768 mil; e um imóvel residencial localizado em Tambaúzinho, em João Pessoa, declarado por R$ 600 mil.
Caio Roberto também informou possuir R$ 755 mil em letras de crédito do agronegócio, além de outros imóveis, veículos e participações em empresas.
Secretário de João Pessoa é afastado durante operação
A Justiça Eleitoral determinou ainda o afastamento cautelar, pelo período de 90 dias, de um secretário municipal de João Pessoa.
O secretário-chefe do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP), Júnior Pires, aparece entre os alvos da operação e foi afastado da função.
Em nota, a Prefeitura de João Pessoa informou que ainda não havia sido oficialmente notificada sobre a decisão judicial que determinou o afastamento cautelar de um servidor. O Município afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
De acordo com a PF, integrantes da facção teriam utilizado o controle territorial exercido sobre comunidades para negociar apoio político e possibilitar a entrada de candidatos nesses locais durante atos de campanha.
Em contrapartida, a investigação apura possíveis pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e negociações envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.
A apuração considera, em tese, possíveis crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado.
As diligências têm como objetivo aprofundar a investigação e individualizar a conduta dos envolvidos.
A informação foi confirmada pelo Núcleo de Política da Rede Paraíba de Comunicação. Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Durante as ações, foram apreendidos R$ 220 mil.
Em nota, a defesa de Caio Roberto afirmou que o deputado e candidato à reeleição realiza sua campanha dentro das regras eleitorais e que não cometeu ilícito eleitoral. A defesa também declarou que o parlamentar atendeu à diligência da Polícia Federal e que, durante a ação, não foram encontrados dinheiro ou outros elementos que apontassem para crime eleitoral ou vínculo com organizações criminosas.
O deputado afirmou ainda que continuará realizando sua campanha e permanecerá à disposição da Justiça Eleitoral.
Portal Picuí Hoje com informações do g1 Paraíba.
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