Operação cumpre sete mandados de busca e apreensão; Justiça Eleitoral também determinou afastamento cautelar de secretário municipal de João Pessoa por 90 dias
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (29), uma operação para apurar uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa que atua em comunidades da Paraíba. Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos R$ 220 mil.
![]() |
| Foto: Reprodução/PF |
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias do Portal Picuí Hoje no WhatsApp
Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
Entre os alvos estão o deputado estadual Caio Roberto (MDB) e o secretário-chefe do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP), Júnior Pires. A informação foi confirmada pelo Núcleo de Política da Rede Paraíba de Comunicação.
A Justiça Eleitoral também determinou o afastamento cautelar, pelo período de 90 dias, de um secretário municipal de João Pessoa.
Em nota, a Prefeitura de João Pessoa informou que ainda não havia sido oficialmente comunicada sobre a decisão judicial relacionada ao afastamento de um servidor. O Município declarou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e reafirmou sua confiança na Justiça e no devido processo legal.
A defesa de Caio Roberto afirmou, também por meio de nota, que o deputado e candidato à reeleição conduz sua campanha dentro das normas eleitorais e não cometeu ilícito eleitoral. Segundo a defesa, o parlamentar atendeu à diligência da Polícia Federal e, durante a ação, não foram localizados dinheiro ou outros elementos que apontassem para crime eleitoral ou ligação com organizações criminosas.
O deputado declarou ainda que dará continuidade à campanha e seguirá à disposição da Justiça Eleitoral.
De acordo com as investigações, integrantes da facção teriam se aproveitado do controle territorial exercido sobre determinadas comunidades para negociar apoio político e facilitar a entrada de candidatos nesses locais durante atividades de campanha.
Em contrapartida, são apuradas possíveis negociações que envolveriam pagamentos a uma liderança do grupo, financiamento de despesas de um centro comunitário e tratativas relacionadas a cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.
Portal Picuí Hoje com informações do g1 Paraíba.
_________________________________________________

Nenhum comentário:
Postar um comentário