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segunda-feira, setembro 07, 2026

Casos prováveis de dengue crescem 10% na Paraíba, que registra 14 mortes pela doença

Boletim da SES-PB reúne dados até 3 de setembro e aponta redução nos casos de chikungunya e alta percentual de zika
Mosquito Aedes aegypti — Foto: Divulgação
A Paraíba registrou 6.484 casos prováveis de dengue em 2026, número que representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025, conforme o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB).

Até o momento, foram confirmadas 14 mortes provocadas pela dengue no estado. Os dados analisados até 3 de setembro também apontam queda nos registros de chikungunya e aumento percentual nos casos prováveis de zika.

Apesar do crescimento de 400% nos registros prováveis de zika, o número absoluto continua baixo: são cinco ocorrências.

Considerando as três arboviroses, a Paraíba contabilizou 6.647 casos prováveis de dengue, chikungunya e zika até a 34ª Semana Epidemiológica.

Números das arboviroses

Do total de casos prováveis registrados no estado:

  • Dengue: 6.484 casos;
  • Chikungunya: 158 casos;
  • Zika: 5 casos.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a dengue apresentou aumento de 10%, enquanto os registros de chikungunya tiveram redução.

Já os casos prováveis de zika cresceram 400% em termos percentuais, embora o total de ocorrências seja de apenas cinco casos.

A classificação de caso provável é utilizada na vigilância epidemiológica antes da confirmação definitiva da ocorrência.

Dengue provocou 14 mortes

A SES-PB confirmou 14 óbitos causados pela dengue em 2026.

Os registros ocorreram nos seguintes municípios:

  • Alagoa Nova;
  • Bayeux;
  • Brejo do Cruz;
  • Campina Grande, com dois óbitos;
  • Camalaú;
  • Guarabira;
  • João Pessoa;
  • Monteiro;
  • São Bento, com quatro óbitos;
  • Sumé.

São Bento apresenta o maior número de mortes confirmadas, com quatro registros. Campina Grande aparece em seguida, com dois óbitos.

Sorotipos 1, 2 e 3 circulam na Paraíba

A vigilância epidemiológica identificou a presença dos sorotipos 1, 2 e 3 da dengue no território paraibano.

Atualmente, o sorotipo 3 é o mais prevalente.

A presença simultânea de diferentes sorotipos exige atenção, uma vez que uma mesma pessoa pode ter dengue mais de uma vez ao longo da vida ao ser infectada por tipos diferentes do vírus.

Medidas para evitar criadouros

A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre principalmente por meio do mosquito Aedes aegypti.

Para reduzir o risco de transmissão, a principal recomendação é evitar que o mosquito encontre recipientes com água acumulada, onde possa depositar seus ovos.

Entre as medidas preventivas estão:

  • manter caixas-d’água devidamente fechadas;
  • realizar a limpeza frequente das calhas;
  • retirar água acumulada em vasos e outros recipientes;
  • manter pneus protegidos da chuva;
  • fazer o descarte adequado de garrafas e objetos que não são utilizados;
  • manter quintais e áreas externas limpos;
  • verificar semanalmente possíveis pontos de acúmulo de água.

A recomendação é separar alguns minutos semanalmente para verificar a residência e eliminar possíveis criadouros.

Sintomas das arboviroses

Alguns sintomas podem estar relacionados às arboviroses, entre eles:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores no corpo;
  • dor atrás dos olhos;
  • manchas na pele;
  • náuseas;
  • vômitos.

A manifestação dos sintomas pode variar de acordo com a doença e as condições de cada paciente.

Diante de uma possível infecção, a orientação da SES-PB é procurar atendimento em um serviço de saúde e não utilizar medicamentos por conta própria.

Importância do diagnóstico precoce

A busca por atendimento possibilita que o profissional de saúde avalie os sintomas e realize a notificação da ocorrência.

Quando houver indicação, exames laboratoriais também podem ser solicitados.

No caso do exame de RT-PCR, a coleta deve ser feita, preferencialmente, entre o primeiro e o quinto dia após o início dos sintomas, período considerado mais adequado para a identificação do vírus.

O acompanhamento por profissionais de saúde também contribui para a identificação antecipada de possíveis sinais de agravamento da dengue.

Combate ao mosquito deve continuar durante todo o ano

Segundo a SES-PB, as ações de combate ao Aedes aegypti precisam ser mantidas permanentemente, e não apenas quando há aumento no número de casos.

A eliminação dos criadouros depende da participação contínua dos moradores, agentes de saúde e órgãos públicos.

A SES-PB também mantém ações de monitoramento entomológico e presta apoio aos municípios, incluindo a análise de ovos e mosquitos coletados e o acompanhamento dos focos identificados durante os levantamentos de infestação.

Portal Picuí Hoje com informações do TH+.

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