Condução da última sessão expõe tensão política, embates em plenário e críticas à gestão da presidente Jozelma Cecília à frente da Câmara Municipal de Picuí
A última sessão da Câmara de Vereadores de Picuí, município situado na região do Seridó da Paraíba, desenhou o retrato definitivo de uma gestão que naufraga no desespero. O comportamento da presidente da Casa, vereadora Jozelma Dantas (PL), que avançou aos gritos contra o vereador Jean Barros (PT), foi a manifestação pública de um descontrole emocional e de uma arrogância que já se tornaram marcas de sua administração, cujo mandato se encerra no próximo dia 31 de dezembro.
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| Jozelma Dantas — Foto: Redes sociais/Reprodução |
Ao trocar a liturgia do cargo pelo ataque histérico, Jozelma escancarou o nervosismo de quem vê o poder escorregar pelas mãos. Esse surto agressivo não é um fato isolado, mas o reflexo de uma gestão apagada, que se aproxima do fim sob o peso de escolhas duvidosas. Sob o comando de Jozelma, a Casa "Francisco Eduardo de Macedo" foi transformada em um verdadeiro cabide de empregos, sofrendo com um grave inchaço na folha de pagamento, enquanto, paradoxalmente, reduzia os serviços prestados à população e o próprio expediente da Casa.
Em total contraste com a soberba e o desequilíbrio de Jozelma, o vereador Jean Barros, alvo de afrontas diretas e do abuso de prerrogativas por parte da presidência, manteve a calma, o prumo e a moderação. Não como sinais de submissão, mas de profundo respeito à instituição e à figura feminina que a presidente deveria representar com decência — uma educação que faltou por completo a quem conduzia os trabalhos.
O espetáculo deprimente protagonizado pela vereadora, também conhecida como "Jozelma de Aguifá" e "Jozelma de Joagny", deixa claro que lhe falta equilíbrio para presidir o Legislativo. Isolada politicamente após migrar para a oposição e sem conquistas reais para apresentar ao povo de Picuí, a presidente agora desconta seu desespero nos parlamentares da base do prefeito Ranieri Fereira (PT).
A fúria e a prepotência vistas em plenário são o triste fim de uma liderança que inflou a máquina pública, esvaziou a produtividade e o expediente da Casa e, agora, perdeu de vez a pose e o respeito.
Portal Picuí Hoje.
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