Justiça de Goiás reduz pena de João de Deus para 214 anos de prisão - Portal Picuí Hoje

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30.6.26

Justiça de Goiás reduz pena de João de Deus para 214 anos de prisão

Decisão ocorreu após análise de recursos da defesa e revisão de sentenças
João de Deus — Foto: Reprodução
A Justiça de Goiás decidiu reduzir para 214 anos, um mês e 20 dias a pena do líder religioso João de Deus, condenado por crimes sexuais. A mudança ocorreu após o julgamento de recursos apresentados pela defesa.

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Inicialmente, o total das condenações se aproximava de 500 anos de prisão. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), a diminuição da pena foi resultado de revisões nas sentenças, ajustes na dosimetria e extinção de alguns processos por questões legais.

João de Deus já foi denunciado 15 vezes pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) por crimes sexuais. Segundo o órgão, três desses processos já têm sentença, envolvendo crimes contra 10 mulheres. Outras 12 denúncias, que abrangem 56 vítimas, ainda aguardam julgamento.

Além das acusações por crimes sexuais, ele também responde a denúncias por falsidade ideológica, corrupção de testemunha e coação, posse ilegal de armas de fogo e munição no município goiano de Abadiânia, bem como por apreensão de documentos, armas e munições em Anápolis, também município goiano.

As acusações vieram a público em dezembro de 2018. Desde então, ele já foi condenado por diferentes crimes: por posse ilegal de arma de fogo, com pena de quatro anos em regime semiaberto, em novembro de 2019; por crimes sexuais contra quatro mulheres, com condenação de 19 anos em regime fechado, em dezembro de 2019; por crimes sexuais contra cinco mulheres, com pena de 40 anos em regime fechado, em janeiro de 2020; e por violação sexual mediante fraude, com pena de dois anos e meio de reclusão, que podem ser cumpridos em regime aberto, em maio de 2021.

Atualmente, João de Deus responde a 18 ações penais, a maioria relacionada a crimes como estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude, e cumpre pena em regime domiciliar.

O MPGO informou que ainda recorre de parte das decisões. Alguns processos também seguem em análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Portal Picuí Hoje com informações do Portal Paraíba.com.br.

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