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27.2.26

Família denuncia suposta agressão contra criança autista de 7 anos em escola municipal de Campina Grande

Caso teria ocorrido dentro da unidade escolar; Secretaria de Educação afirma que situação foi um "desentendimento pontual entre duas crianças"
Fotos: Arquivo pessoal | Montagem: Portal Picuí Hoje
A família de uma criança autista, de 7 anos, denunciou uma suposta agressão registrada dentro de uma escola da rede municipal no bairro Santa Cruz, em Campina Grande, cidade localizada na região do Agreste da Paraíba. O caso veio a público na tarde da última terça-feira (24), após relatos divulgados nas redes sociais pelos responsáveis pelo aluno.

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Segundo a família, o menino teria sido agredido por outro estudante e a escola não teria informado o ocorrido aos responsáveis. Imagens obtidas pela imprensa mostram a criança com hematomas nos braços e na região da virilha. De acordo com a mãe, além das marcas visíveis, o garoto apresentou dores na cabeça, o que motivou o encaminhamento ao Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, sediado na cidade campinense, para avaliação médica.

O estudante, diagnosticado com autismo nível 2 de suporte, cursa o 2º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Padre Cornélio Boer. A principal reclamação apresentada pela família é a suposta falta de supervisão durante o período escolar e a ausência de comunicação imediata após o episódio.

Em entrevista à TV Paraíba, a mãe relatou como tomou conhecimento do ocorrido:

"À princípio a conversa não foi direcionada ao que tinha acontecido. Começou uma conversa perguntando se ele tinha laudo, no meio da conversa o mais novo entrou dentro da sala e disse 'mamãe, o colega empurrou ele e ele se machucou'. Eu direcionei o olhar pra psicóloga pra ela dizer o que tinha acontecido, foi quando ela disse que houve um desentendimento e que ele tinha machucado".

Ela acrescentou ainda que o filho apresentou fortes dores após o episódio:

"A grande questão que estou levantando não é o desentendimento entre duas crianças, é o fato que não tinha ninguém supervisionando, porque se tivesse a gente saberia o que aconteceu. Meu filho bateu cabeça no chão, a escola não me comunicou. Só tive conhecimento porque ele teve fortes dores de cabeça, levei ao hospital e constatou que ele tinha um hematoma na cabeça".

A direção da escola também se pronunciou à emissora e afirmou não saber o motivo do conflito, destacando que as duas crianças envolvidas são autistas e estudam na mesma turma.

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Educação de Campina Grande contestou a versão apresentada pela família e classificou o episódio como um "desentendimento pontual entre duas crianças".

"Durante o ocorrido, um dos alunos foi empurrado, vindo a sofrer arranhões, em decorrência da queda. A Secretaria enfatiza que não houve registro de espancamento."

A pasta informou ainda que a equipe pedagógica teria intervindo imediatamente e que os responsáveis foram acionados. Segundo o órgão, uma reunião de mediação foi realizada com os pais, ocasião em que os fatos teriam sido esclarecidos e o conflito considerado resolvido entre os envolvidos diretos.

De acordo com a Secretaria, o caso segue sob acompanhamento da supervisão escolar para garantir o bem-estar do aluno e dar continuidade às apurações administrativas. Também foi informado que a coordenação de educação especial irá reavaliar a necessidade de um educador social exclusivo para o estudante, que atualmente conta com acompanhamento compartilhado com a turma.

Portal Picuí Hoje com informações do g1 Paraíba.

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