POLÊMICA : VEREADORES REPUDIAM PROJETO DE LEI INEXISTENTE DE JEAN WYLLYS PARA MUDAR A BÍBLIA - Portal Picuí Hoje - O seu portal de notícias

O PORTAL DE NOTÍCIAS DE PICUÍ E REGIÃO

sexta-feira, 1 de julho de 2016

POLÊMICA : VEREADORES REPUDIAM PROJETO DE LEI INEXISTENTE DE JEAN WYLLYS PARA MUDAR A BÍBLIA

Sexta-Feira, 01 de Julho de 2016

 Vereadores da cidade de Feira de Santana, distante a 100 km de Salvador, utilizaram a tribuna da Câmara para protestar contra um projeto de lei inexistente que seria de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) para retirar textos considerados homofóbicos da Bíblia. A gafe foi cometida durante sessão ordinária realizada na segunda-feira (27).

 Quem deu início à discussão foi o vereador Edvaldo Lima (PP), que cogitou até a possibilidade de dar entrada em uma moção de repúdio contra o deputado federal. Na tribuna, Lima criticou o suposto projeto para alterar a bíblia e disse que o deputado era mais que um "homofóbico cristão" e que "detesta cristão".

 "Esse cidadão, primeiro, disse que a bíblia era um lixo. Segundo: ele disse que rasgou a bíblia, jogou no lixo lá no Acre, na capital do Acre, juntamente com o seu grupo que o acompanha. Agora, esse deputado bota um projeto de lei lá no Congresso Nacional, na Câmara Federal, para retirar da bíblia os textos que ele diz que se considera homofóbico", disse o vereador durante o discurso, cujo vídeo foi publicado na internet pela Câmara. Outros vereadores da casa também aproveitaram a ocasião para criticar o deputado Jean Wyllys pelo projeto após o pronunciamento de Lima.

 Em contato com o G1 nesta sexta-feira (1º), o deputado Jean Wyllys informou que o projeto de lei atribuído a ele foi um boato que circulou nas redes sociais. Ele criticou a postura dos vereadores por não terem checado a informação antes de levar o caso à discussão na Câmara.

 "Foi uma estupidez. A pergunta que fica é: como tantos vereadores, com tantas assessorias, não tiveram a atitude de checar as informações? Todos eles se revesaram na tribuna para me atacar. Além disso, proferiraram outra calúnia: disseram que eu joguei uma bíblia no lixo no Acre, onde eu nunca estive. Analfabetos políticos e pessoas de má fé circularem informações falsas pelas redes sociais, a gente até entende, mas uma câmara de veradores se valer disso para propor uma moção de repúdio, acho gravíssimo", disse Wyllys.

 O presidente da Câmara de Vereadores de Feira de Santana, Ronny Vieira (PHS), afirmou que estava de licença médica e não estava na casa no dia da sessão. “Acredito que, mal informado, ele [Edvaldo] falou que o deputado Jean teria colocado esse projeto e falou que iria propor a moção de repúdio. Mas quando foram informados que não havia  veracidade, a discussão acabou", destacou

 Ainda conforme Vieira, quem presidiu a sessão na segunda foi o primeiro vice-presidente da Câmara, o vereador Roque Pereira, do DEM. OG1 não conseguiu contato com o vereador nesta sexta-feira.

 Em nota, a Câmara informou que, na sessão ordinária da segunda-feira (27), assim que o vereador Edvaldo Lima (PP) cogitou a possibilidade de dar entrada em uma moção de repúdio contra o deputado federal Jean Wyllys (PSOL), pelo suposto projeto que visa suprimir trechos na Bíblia considerados homofóbicos, alguns vereadores e a assessoria de comunicação da casa,  de imediato, lhe alertaram sobre a inveracidade da notícia. Após isso, segundo a nota, a votação da moção foi encerrada.

 O deputado Jean Wyllys afirmou, no entanto, que também espera um pedido de desculpas pelo ocorrido. "A Câmara já emitiu nota dizendo que a moção de repúdio foi abortada, mas só se prestou a fazer isso depois de o caso ter virado um escândalo nacional. Para mim, isso não basta. Quero pedido de desculpas. É triste, lamentável. Como baiano, o que eu ouvi me deu vergonha: uma das maiores cidades da Bahia ter uma Câmara tão desqualificada, pautada pela ignorância", declarou o deputado.


 O vereador Edvaldo Lima disse ao G1 por telefone, nesta sexta-feira (1º), que só se pronunciaria sobre o caso pessoalmente.

Com : G1 Bahia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário